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O “príncipe deste mundo”, o templo e o verdadeiro Sumo Sacerdote
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
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O Príncipe Deste Mundo – Leitura Explicativa

Uma leitura explicativa e acessível para os leitores

A expressão “o príncipe deste mundo”, usada por Jesus nos Evangelhos de João, pode ser compreendida, neste contexto, como uma referência ao sumo sacerdote e à liderança religiosa que controlava o templo e o sistema religioso em Jerusalém.

O “príncipe deste mundo” e o juízo anunciado por Jesus

Jesus declara:

“Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.”
(João 12:31)

Aqui, Jesus anuncia que aquele sistema religioso dominante — representado pelo sumo sacerdote, o principal líder espiritual e político do povo — seria julgado e removido. Esse “príncipe” exercia autoridade sobre o templo, as tradições e o povo, mas sua liderança estava corrompida.

Mais adiante, Jesus afirma:

“Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim.”
(João 14:30)
“O príncipe deste mundo está julgado.”
(João 16:11)

Essas palavras indicam que essa autoridade religiosa não tinha poder espiritual sobre Cristo e que seu julgamento já estava determinado.

A liderança religiosa e a crucificação de Jesus

Os Evangelhos mostram claramente que foram os principais sacerdotes e fariseus, liderados pelo sumo sacerdote Caifás, que conspiraram pela morte de Jesus:

“Convém que um homem morra pelo povo, e não pereça toda a nação.”
(João 11:50)

João explica que Caifás, sendo sumo sacerdote, profetizou involuntariamente sobre a morte de Jesus (João 11:51-52).

“Nenhum dos príncipes deste mundo conheceu essa sabedoria; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.”
(1 Coríntios 2:8)

O juízo: expulsão do sistema antigo e queda do templo

“Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.”
(Mateus 24:2)
“A hora vem, e agora é, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.”
(João 4:21)

Jesus Cristo: Rei e Sumo Sacerdote eterno

“Deus o exaltou à sua direita como Príncipe e Salvador.”
(Atos 5:31)
  • Hebreus 4:14-16
  • Hebreus 5:10
  • Hebreus 6:20
  • Hebreus 7:11
  • Salmo 110:4
“Jesus Cristo é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra.”
(Apocalipse 1:5)

Conclusão clara para o leitor

O príncipe deste mundo foi julgado e expulso.

O templo foi destruído.

Jesus Cristo reina agora como Rei e Sumo Sacerdote eterno.

A antiga autoridade caiu.
O novo e eterno sacerdócio foi estabelecido.
Cristo reina para sempre. ✨✝️


O Verdadeiro Sumo Sacerdote: Da Autoridade Temporal à Eternidade em Cristo

Quando Jesus anunciou: "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo" (João 12:31), Ele se referia à liderança religiosa de sua época — o sumo sacerdote e o sistema que representava. Esse "príncipe" não era uma figura espiritual invisível, mas o poder religioso terreno que dominava o povo sob a aparência de autoridade divina.

Isso fica evidente em três momentos-chave do Evangelho de João:

  • João 12:31 — o príncipe seria expulso por ocasião da cruz.
  • João 14:30 — esse príncipe "nada tem em mim".
  • João 16:11 — esse príncipe "está julgado".

Quem era esse príncipe? O próprio texto bíblico aponta para Caifás, o sumo sacerdote (João 11:49-53), líder da conspiração contra Jesus. Paulo confirma esse uso ao dizer: "Não dirás mal do príncipe do teu povo" (Atos 23:5), mostrando que "príncipe" e "sumo sacerdote" eram títulos intercambiáveis.

O Julgamento e a Nova Ordem

  • Na cruz: Jesus foi entregue, mas ressuscitou, invalidando aquela autoridade.
  • Na destruição do Templo (70 d.C.): o sistema levítico chegou ao fim.
  • Na exaltação de Cristo: Ele foi constituído Sumo Sacerdote eterno.

Onde Adoramos Hoje?

“Nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.”
(João 4:21)

A adoração não depende mais de um local físico, mas de um coração transformado, em espírito e em verdade (João 4:23-24).

Conclusão

O "príncipe deste mundo" foi julgado e substituído. O templo de pedras caiu, mas Cristo edificou o verdadeiro santuário: Seu corpo ressurreto (João 2:21).

Hoje, Jesus Cristo é Rei e Sumo Sacerdote eterno. Não há mais necessidade de sacerdotes humanos como mediadores. A adoração agora é espiritual, viva e verdadeira.

Nota: Esta interpretação apresenta uma leitura contextual das passagens joaninas. Outras tradições entendem o “príncipe deste mundo” como Satanás; ambas podem coexistir, pois a rejeição de Cristo operou também sob influência espiritual das trevas (João 8:44).



Israel mata 31, incluindo várias crianças, em bombardeio implacável de Gaza.
Pelo menos 31 Palestinos‚incluindo pelo menos seis crianças, foram mortos em ataques israelenses à cidade de Gaza e Khan Younis na Faixa de Gaza desde o amanhecer, de acordo com fontes médicas que falaram com a Al Jazeera...
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31 de janeiro de 2026



Pelo menos 31 Palestinos‚incluindo pelo menos seis crianças, foram mortos em ataques israelenses à cidade de Gaza e Khan Younis na Faixa de Gaza desde o amanhecer, de acordo com fontes médicas que falaram com a Al Jazeera.

A violência acontece um dia antes de Israel ser devido a reabertura a passagem Rafah, que liga Gaza ao Egito, no domingo, pela primeira vez desde maio de 2024. O Escritório de Mídia do Governo de Gaza diz que mais de 500 palestinos foram mortos por forças israelenses desde que um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em Gaza entrou em vigor em 10 de outubro.

de Israel guerra genocida em Gaza já matou pelo menos 71.769 pessoas e feriu 171.483 desde que começou, em outubro de 2023. Estima-se que 1.139 pessoas foram mortas em Israel durante os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, com cerca de 250 levadas cativas.

Até 31 de janeiro de 2026, o número total de mortos na guerra em Gaza, desde o início em 7 de outubro de 2023, é de aproximadamente 71.667 palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Entre as vítimas identificadas até julho de 2025 (60.199 casos), 18.430 eram crianças (cerca de 30,6%) e 9.735 mulheres (cerca de 16,2%), totalizando quase 47% mulheres e crianças. Esses percentuais iniciais de quase 70% para mulheres e crianças em fases anteriores do conflito foram reportados pela ONU.

Manifestações se espalham pelos Estados Unidos contra ações do ICE em Minnesota.
TV Mundo — Seu canal de notícias digital traz uma cobertura especial sobre os protestos históricos que tomaram conta das ruas americanas nesta sexta-feira...
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31 de janeiro de 2026



TV Mundo — Seu canal de notícias digital traz uma cobertura especial sobre os protestos históricos que tomaram conta das ruas americanas nesta sexta-feira. Milhares de manifestantes saíram às ruas de Minneapolis, em Minnesota, enquanto estudantes de costa a costa nos Estados Unidos aderiram a uma greve nacional para exigir a retirada imediata dos agentes federais de imigração do estado. A mobilização surge após o tiroteio fatal que vitimou dois cidadãos norte-americanos por agentes da Imigração e Alfândega.

Do litoral da Califórnia até as ruas movimentadas de Nova Iorque, estudantes e professores abandonaram salas de aula em um dia coordenado de resistência. O movimento ganhou força em meio a mensagens contraditórias emitidas pela administração Trump sobre a possível desescalada da Operação Metro Surge, operação federal que intensificou a presença de forças de segurança em áreas urbanas.

Sob uma repressão nacional sem precedentes na política de imigração, o presidente Donald Trump despachou três mil agentes federais para a região metropolitana de Minneapolis. Esses agentes patrulham as vias públicas com equipamento tático de combate, formando uma força cinco vezes maior que o efetivo total do Departamento de Polícia de Minneapolis. Diante desse cenário, vários milhares de pessoas reuniram-se no centro da cidade em temperaturas congelantes, abaixo de zero grau, desafiando o frio extremo. Entre os manifestantes, famílias com crianças pequenas, casais idosos e jovens ativistas formaram uma frente diversa e determinada contra o aumento das operações e as táticas consideradas excessivas utilizadas pela Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

Kim, uma treinadora de meditação de 65 anos que solicitou anonimato quanto ao sobrenome, classificou a ofensiva federal como um "ataque fascista total do nosso governo federal aos cidadãos".

Em um bairro específico de Minneapolis, próximo aos locais onde Alex Pretti e Renee Good — dois cidadãos norte-americanos — foram mortos a tiros neste mês por agentes federais de imigração, cerca de cinquenta professores e funcionários de escolas locais realizaram uma marcha silenciosa de protesto. A causa também ganhou apoio de figuras públicas de peso: o astro do rock Bruce Springsteen subiu ao palco durante uma arrecadação de fundos em homenagem às vítimas no centro de Minneapolis, interpretando sua nova composição "Streets of Minneapolis" em solidariedade aos manifestantes.

Os protestos, contudo, não se limitaram a Minnesota. Organizadores estimaram a realização de 250 manifestações em 46 estados, incluindo grandes centros urbanos como Nova Iorque, Los Angeles, Chicago e Washington. O lema unificador ecoou em praças e avenidas: "Sem trabalho. Sem escola. Sem compras. Pare de financiar o ICE".

Enquanto as ruas fervilhavam de indignação, os corredores do poder federal também sentiram os impactos. O chefe interino do escritório de campo do FBI em Minneapolis, Jarrad Smith, foi removido de suas funções, segundo duas fontes familiarizadas com a decisão. Smith foi transferido para a sede do FBI em Washington, em um movimento que ocorre após o envolvimento do escritório local tanto no reforço federal quanto nas investigações sobre o tiroteio que matou Pretti e sobre um protesto ocorrido em uma igreja que resultou em acusações contra o ex-âncora da CNN, Dom Limão.

Na sexta-feira, o FBI prendeu Limão e o Departamento de Justiça o acusou formalmente de violar leis federais durante um protesto dentro de uma igreja em St. Paul, Minnesota, no início do mês — episódio que seu advogado classificou como um ataque direto à liberdade de imprensa. Após se declarar inocente perante a justiça, Limão afirmou aos repórteres: "Não serei silenciado. Aguardo com expectativa o meu dia no tribunal".

O New York Times, citando um memorando interno do ICE ao qual teve acesso, revelou que agentes federais receberam orientação esta semana para exercerem poderes ampliados de prisão sem mandado judicial. A medida expande significativamente a capacidade de agentes de nível operacional realizarem varreduras indiscriminadas, prendendo suspeitos de serem imigrantes indocumentados encontrados casualmente durante patrulhamentos.

A reação contra a política migratória da atual administração ameaça ainda provocar uma paralisação do governo dos Estados Unidos, já que democratas no Congresso se recusam a aprovar o financiamento do Departamento de Segurança Interna, órgão responsável pela supervisão do ICE.

Semanas de vídeos virais exibindo táticas agressivas de agentes fortemente armados e mascarados nas ruas de Minneapolis provocaram uma queda acentuada na aprovação pública da política de imigração de Trump — atingindo o nível mais baixo registrado em seu segundo mandato, conforme apontou uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos. Diante da pressão crescente, o czar da fronteira de Trump, Tom Homan, foi enviado a Minneapolis com a promessa de que os oficiais retornariam a operações mais direcionadas, abandonando as varreduras amplas nas ruas que geraram confrontos com manifestantes.

Ecoando o sentimento das ruas, o governador democrata de Minnesota, Tim Walz, expressou ceticismo quanto à efetividade dessas mudanças. Em publicação na rede social X, afirmou: "A única maneira de garantir a segurança do povo de Minnesota é o governo federal retirar suas forças e acabar com esta campanha de brutalidade". Trump, por sua vez, oscilou nas declarações: na segunda-feira afirmou desejar "desescalar um pouco", mas na quinta-feira, ao ser questionado por repórteres se estava recuando, respondeu categoricamente: "De jeito nenhum".

O impacto dos protestos também se fez sentir no sistema educacional. Em Aurora, Colorado, as escolas públicas cancelaram as aulas da sexta-feira devido às ausências em massa previstas de professores e alunos — o subúrbio de Denver já havia sofrido intensas operações de imigração no ano passado, após Trump classificá-lo publicamente como uma "zona de guerra" supostamente invadida por gangues venezuelanas. Em Tucson, Arizona, pelo menos vinte escolas suspenderam as atividades letivas antecipando a adesão maciça à greve.

Na Universidade DePaul, em Chicago, cartazes colados pelos campi proclamavam "campus santuário" e "fascistas não são bem-vindos aqui". Estudantes do ensino médio em Long Beach, Califórnia, realizaram greve com cartazes anti-ICE nas mãos. No Brooklyn, um longo cortejo de manifestantes em idade escolar marchou pelas ruas entoando palavras de ordem contra a agência federal.

TV Mundo — Informação que conecta, contexto que transforma. Acompanhe nossa cobertura contínua em todas as plataformas digitais. Para nossos leitores e espectadores, até a próxima edição.

Trump e Elon Musk são citados em novos arquivos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.
Nesta publicação, apresentamos de forma organizada e fluida as informações tornadas públicas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que voltam a lançar luz sobre o caso Jeffrey Epstein e suas conexões com figuras centrais da política, dos negócios e do entretenimento...
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31 de janeiro de 2026

TV Mundo traz aos seus leitores e espectadores uma análise aprofundada da mais recente onda de transparência judicial envolvendo o caso Jeffrey Epstein, após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornar públicos, nesta sexta-feira, milhões de novos arquivos que reconfiguram a compreensão sobre as conexões do criminoso sexual condenado com figuras de projeção internacional. Entre as centenas de documentos disponibilizados, destacam-se trocas de e-mails que revelam interações surpreendentes, como a aparente visita de Howard Lutnick, atual secretário de comércio do presidente Donald Trump, à ilha caribenha particular de Epstein, Little Saint James, para um almoço em 23 de dezembro de 2012 — episódio ocorrido anos depois de Lutnick afirmar publicamente ter rompido qualquer tipo de relação com o financista. Na manhã do encontro, a esposa de Lutnick escreveu diretamente à secretária de Epstein confirmando a partida de St.

Thomas e consultando sobre o local de ancoragem da embarcação. No dia seguinte, o assistente de Epstein encaminhou a Lutnick uma nota pessoal do próprio Epstein com os dizeres: "Prazer em vê-lo". Anos mais tarde, em novembro de 2015, os e-mails mostram que o mesmo assistente recebeu um convite de Lutnick para uma arrecadação de fundos em sua empresa financeira destinada à candidata democrata Hillary Clinton, com registros oficiais indicando uma doação de US$ 2.700, valor máximo permitido pela legislação da época. Tais registros contradizem declarações feitas por Lutnick em podcast do ano passado, quando relatou ter jurado "nunca mais estar em uma sala" com Epstein após um suposto comentário sexualmente sugestivo feito pelo financista sobre uma mesa de massagem durante um encontro por volta de 2005. Um porta-voz do Departamento de Comércio, contudo, esclareceu que Lutnick manteve "interações limitadas com o Sr. Epstein na presença de sua esposa e nunca foi acusado de delito".

Paralelamente, outra série de correspondências eletrônicas trouxe à tona o nome do bilionário Elon Musk, ex-conselheiro informal de Trump, que em troca de mensagens com Epstein no Natal de 2012 recusou educadamente o convite para visitar a ilha. "O convite é muito apreciado, mas uma experiência pacífica na ilha é o oposto do que procuro", escreveu Musk, acrescentando estar "trabalhando até o limite da sanidade" e questionando se Epstein tinha "alguma festa planejada". Epstein respondeu compreendendo a recusa e observando que "a proporção na minha ilha" poderia causar desconforto à companheira de Musk, sem especificar detalhes. Poucos dias depois, Musk retribuiu o gesto convidando Epstein para se juntar a ele e a outros em um encontro para beber em St. Bart's, provavelmente referindo-se à ilha caribenha de São Bartolomeu, embora não haja confirmação de que o encontro de fato ocorreu. Musk, que não respondeu imediatamente a novos pedidos de comentário, havia se manifestado anteriormente em uma postagem na plataforma X afirmando: "Epstein tentou me fazer ir para sua ilha e eu recusei".

Os documentos recém-divulgados refletem com precisão os círculos de elite frequentados por Epstein, com menções recorrentes a personalidades de destaque na política, nos negócios e no entretenimento. O próprio Trump é citado repetidamente, reforçando relatos de que manteve amizade com Epstein anos antes de os crimes do financista virem à luz pública. Um exemplo emblemático é a inclusão de Kevin Warsh, nomeado por Trump nesta sexta-feira como próximo presidente do Federal Reserve, em um e-mail enviado por um publicitário a Epstein listando 43 indivíduos — entre eles celebridades como Martha Stewart — que supostamente se dirigiriam a uma reunião de Natal. Até o momento, não ficou claro se Warsh conhecia Epstein pessoalmente ou por que seu nome constava na lista, e ele não emitiu comentários imediatos sobre o assunto. Divulgações anteriores de arquivos já haviam renovado o escrutínio sobre relações de Epstein com outras figuras proeminentes, incluindo o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers, ambos tendo negado qualquer irregularidade e expressado arrependimento por sua associação com o falecido financista.

Todd Blanche, vice-procurador-geral dos Estados Unidos, confirmou em entrevista coletiva que o conjunto de documentos divulgado nesta sexta-feira representa o encerramento das divulgações planejadas pela atual administração sob os termos de uma lei bipartidária aprovada pelo Congresso, que determina a publicidade integral de todos os arquivos relacionados a Epstein.

O novo acervo inclui mais de 3 milhões de páginas digitalizadas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens, embora muitos materiais tenham sofrido redações substanciais — medida justificada por Blanche como necessária para proteger vítimas ou preservar investigações em andamento, conforme exceções permitidas pela legislação. Um documento exemplar de 82 páginas teve todas as folhas exceto uma completamente apagadas. A divulgação ocorre semanas após o prazo final de 19 de dezembro estabelecido pelo Congresso, apesar de meses de esforços da administração Trump para retardar o processo. Diante disso, parlamentares democratas manifestaram ceticismo imediato sobre a integralidade do material fornecido, ressaltando que o Departamento de Justiça havia identificado inicialmente 6 milhões de páginas potencialmente relevantes, mas divulgou apenas 3,5 milhões.

O escândalo envolvendo Epstein continua a perseguir politicamente Donald Trump, que nega ter tido qualquer conhecimento prévio dos crimes cometidos pelo financista. A controvérsia ganhou nova dimensão porque Trump prometeu durante sua campanha presidencial de 2024 tornar públicos todos os arquivos sobre Epstein, mas não cumpriu integralmente o compromisso após assumir o cargo.

Os documentos agora revelados incluem centenas de menções ao presidente, muitas delas constituídas por compilações de reportagens da mídia. Um arquivo em particular detalha o que parecem ser e-mails internos de investigadores federais datados de agosto de 2025, analisando alegações de natureza obscura envolvendo Trump e Epstein. Nenhuma das mensagens indica que tais acusações tenham sido corroboradas por evidências, com os próprios investigadores observando que diversos acusadores não foram considerados credíveis. Em comunicado oficial, o Departamento de Justiça alertou que parte dos documentos contém alegações falsas e sensacionalistas contra Trump. Outra mensagem, cujos remetente e destinatário foram redigidos, menciona: "O que JE acha de ir para Mar-a-Lago depois do Natal, em vez de ir para sua ilha?", referindo-se ao clube privado de Trump na Flórida. A troca data de 2012, vários anos após Trump declarar publicamente que cessara qualquer tipo de convivência social com Epstein.

Os arquivos também trouxeram à tona uma correspondência de 2002 atribuída a Melania Trump, então companheira do presidente, endereçada a Ghislaine Maxwell, parceira e co-conspiradora de Epstein. No e-mail, Melania escreve: "Bela história sobre JE na revista de NY. Você ficou ótimo na foto. Ligue-me quando voltar a NY." Maxwell foi condenada em 2021 por tráfico sexual de menores e outras acusações, recebendo uma sentença de 20 anos de prisão. Epstein, por sua vez, morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento em uma cela federal, com sua morte oficialmente classificada como suicídio, embora tenha gerado anos de teorias conspiratórias — algumas delas amplificadas pelo próprio Trump junto a seus apoiadores durante a campanha eleitoral de 2024.

Reportagem de Brad Heath e Andrew Goudsward em Washington e Julia Harte em Nova York; reportagem adicional de Jason Lange, Richard Cowan, Jonathan Stempel, Bhargav Acharya, Susan Heavey, Ryan Jones e Katharine Jackson; escrita por Joseph Axe; edição de Andy Sullivan, Alistair Bell e Cynthia Osterman.

TV Mundo agradece a atenção dedicada por seus leitores e espectadores a esta cobertura especial.

TESTEMUNHAMOS O FIM DOS ESTADOS UNIDOS.
José Kobori.
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18 de janeiro de 2026

O Brasil está QUEBRADO?
O Brasil vai virar a Venezuela?
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18 de janeiro de 2026

MERITOCRACIA
O Sucesso Só Depende de Você?
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18 de janeiro de 2026

A MERITOCRACIA É UM DELÍRIO CAPITALISTA? JOSÉ KOBORI.
Não existe Meritocracia!.
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18 de janeiro de 2026

A Lógica Empresarial Por Trás do Lucro.
E assim que as empresas pensam.
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A Lógica Insustentável do Modelo Capitalista.
As contradições do capitalismo.
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18 de janeiro de 2026

Capitalismo x socialismo
O Capitalismo é o Melhor Modelo?
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18 de janeiro de 2026

Venezuela e Rússia selam aliança estratégica com tratado aprovado pela Assembleia Nacional
O canal de notícias TV Mundo traz os detalhes da histórica aprovação, nesta terça-feira, do tratado de parceria estratégica e cooperação entre a República Bolivariana da Venezuela e a Federação Russa. O projeto de lei foi aprovado em segunda discussão pela Assembleia Nacional venezuelana, consolidando um marco nas relações bilaterais entre Caracas e Moscou.
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30 de setembro de 2025

O canal de notícias TV Mundo traz os detalhes da histórica aprovação, nesta terça-feira, do tratado de parceria estratégica e cooperação entre a República Bolivariana da Venezuela e a Federação Russa. O projeto de lei foi aprovado em segunda discussão pela Assembleia Nacional venezuelana, consolidando um marco nas relações bilaterais entre Caracas e Moscou.

O presidente do Legislativo venezuelano, Jorge Rodríguez, destacou antes da votação a relevância simbólica e prática do acordo. “É de transcendental importância que a Assembleia Nacional, que o Parlamento [...] aprove e endosse um acordo já assinado entre o Governo da Venezuela, presidido por Nicolás Maduro, e o Governo da Federação Russa, presidido pelo presidente Vladimir Putin, porque é a expressão da irmandade, de uma forma diferente de relacionar pessoas e governos”, afirmou Rodríguez, ressaltando o caráter inovador do entendimento entre as duas nações.

O embaixador russo em Caracas, Sergei Melik-Bagdasarov, esteve presente na sessão legislativa e, entre aplausos dos deputados venezuelanos, recebeu oficialmente o texto da lei aprovada, selando mais uma etapa na concretização do tratado inicialmente assinado em maio. Na ocasião, o presidente venezuelano Nicolás Maduro esteve em Moscou para participar das comemorações dos 80 anos do Dia da Vitória na Grande Guerra Patriótica, momento em que formalizou o compromisso ao lado do presidente russo Vladimir Putin.

O tratado estabelece uma ampla gama de cooperações estratégicas entre os dois países. Entre os principais pontos acordados, destaca-se o compromisso de reforçar uma associação baseada na confiança mútua e na cooperação estratégica, mantendo um diálogo político e diplomático regular e próximo. Além disso, Moscou e Caracas concordaram em aprofundar os laços de defesa em áreas de interesse comum, considerando essa cooperação um componente essencial para a segurança regional e global.

Prevê-se ainda uma intensificação da cooperação militar-técnica, voltada ao fortalecimento das capacidades defensivas de ambos os Estados, facilitando a celebração de novos acordos nessa esfera. O documento também expressa forte oposição às medidas coercitivas e restritivas unilaterais — especialmente sanções de caráter extraterritorial — que afetam a soberania e o desenvolvimento dos países signatários.

Ambas as nações se comprometeram a empreender esforços conjuntos para combater a falsificação da história do colonialismo, denunciar o racismo, o genocídio e outros crimes históricos cometidos contra os povos da América Latina, além de se opor firmemente a qualquer manifestação neocolonial nas relações interestaduais. O tratado também reforça a condenação conjunta à glorificação do nazismo, neonazismo e outras práticas que alimentam a intolerância e o extremismo.

Na esfera da segurança internacional, Venezuela e Rússia acordaram cooperar em matéria de controle de armas, desarmamento e não proliferação, com o objetivo de promover a estabilidade global e garantir a segurança igual e indivisível de todos os Estados. A luta contra o terrorismo internacional, o extremismo, a lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas e o financiamento do terrorismo também figura entre as prioridades do acordo.

Outro eixo central do tratado é o combate ao crime organizado transnacional, incluindo a produção ilícita e o tráfico de entorpecentes, substâncias psicotrópicas e seus precursores, bem como a corrupção em todas as suas formas. No campo econômico, os dois países se comprometeram a promover iniciativas conjuntas no âmbito da OPEP+ e outras organizações internacionais, visando o desenvolvimento equilibrado e estável dos mercados globais de energia, sem o uso de restrições artificiais ou práticas de concorrência desleal.

O documento reconhece ainda o papel da América Latina e do Caribe como “um importante centro de influência política e econômica no emergente mundo multipolar”. Nesse contexto, a Venezuela se compromete a impulsionar as relações da Rússia com as principais associações de integração regional, especialmente a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) e a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio Popular (ALBA-TCP), com vistas a promover o desenvolvimento sustentável e a paz na região.

Como parte da cooperação financeira, as partes promoverão a formação de uma infraestrutura financeira russo-venezuelana independente, reduzindo a dependência de sistemas financeiros ocidentais. Ademais, a colaboração no campo espacial será ampliada, com destaque para o lançamento de um projeto que prevê a instalação de uma estação terrestre GLONASS na Venezuela, além de outras iniciativas pacíficas no setor espacial.

O tratado terá validade inicial de dez anos e será automaticamente renovado a cada cinco anos, salvo se uma das partes notificar a outra, por escrito, com pelo menos seis meses de antecedência, sobre sua intenção de rescindir o acordo.

TV Mundo agradece a leitura e a audiência de seus leitores e espectadores.

Moro apresenta emenda para tentar salvar PEC da Bandidagem
trazemos os desdobramentos mais recentes em torno da polêmica Proposta de Emenda à Constituição conhecida como “PEC da Blindagem”...
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trazemos os desdobramentos mais recentes em torno da polêmica Proposta de Emenda à Constituição conhecida como “PEC da Blindagem”. Diante de uma onda de críticas nas redes sociais e de protestos registrados nas 27 capitais do país no último domingo (21), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) apresentou nesta terça-feira (23) uma emenda com o objetivo de tentar salvar o texto aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada — ou, ao menos, redirecioná-lo para um escopo mais restrito.

A proposta de Moro busca limitar a abrangência da PEC ao exigir autorização prévia da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal para a abertura de investigações contra parlamentares nos casos em que os supostos crimes sejam contra a honra ou quando a acusação for “fundada exclusivamente em opiniões, palavras e votos” do deputado ou senador. Fica expressamente ressalvado, contudo, o crime de ameaça, que não se enquadra nessa proteção.

O senador, cuja trajetória política foi construída com base no discurso de combate à corrupção, argumenta que sua emenda visa reforçar a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar, garantindo ao mesmo tempo a manutenção do regime atual para crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro. Além disso, Moro propõe que, mesmo em casos envolvendo outros tipos penais, o Congresso Nacional possa “sustar, até a decisão final, o andamento da ação” contra o parlamentar.

A ideia já havia sido antecipada na segunda-feira (22) pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), em meio à forte reação da sociedade civil contra a PEC. A proposta original, aprovada pelos deputados federais, obriga o Supremo Tribunal Federal (STF) a solicitar licença prévia ao Congresso para processar criminalmente deputados federais e senadores — uma regra que vigorou entre 1988 e 2001, mas foi abolida justamente por ter se tornado um instrumento de impunidade.

Embora publicamente justificada como uma defesa contra possíveis coações judiciais motivadas por discursos ou posições ideológicas, nos bastidores há um temor mais concreto: as investigações conduzidas pelo STF sobre suspeitas de corrupção na aplicação das bilionárias emendas parlamentares. A PEC da Blindagem, nesse contexto, é vista por muitos como um escudo contra ações penais em curso.

A emenda apresentada por Moro conta com o apoio de outros 12 senadores, incluindo figuras de peso tanto da base governista quanto da oposição. Entre os signatários estão Ciro Nogueira (PP-PI), o líder do PL, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e o ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Também assinam o texto os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Alan Rick (União Brasil-AC), Jorge Seif (PL-SC), Plínio Valério (PSDB-AM), Jaime Bagattoli (PL-RO), Marcos Rogério (PL-RO), Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Márcio Bittar (PL-AC).

Outro ponto destacado na emenda é a forma de votação no plenário do Senado: Moro defende que o processo seja aberto, ao contrário do que foi aprovado na Câmara, onde a votação ocorreu de forma sigilosa. Para que um parlamentar seja efetivamente blindado, bastaria ainda assim a maioria simples dos votos no plenário.

Apesar do esforço de Moro e de seus aliados, a PEC enfrenta resistência firme dentro do próprio Senado. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), já se posicionou de forma contundente contra qualquer tentativa de aperfeiçoamento do texto. Questionado pela Folha sobre a sugestão de Ciro Nogueira, Alencar afirmou que “essa PEC não pode nem deve voltar para a Câmara, absolutamente, porque lá podem repor [trechos que forem descartados ou modificados]. O que nós devemos fazer é rejeitá-la. Sepultá-la na CCJ e no plenário do Senado Federal”.

A PEC da Blindagem está marcada como o primeiro item da pauta de votações da CCJ nesta quarta-feira (24). Apesar da emenda de Moro, parlamentares avaliam que há votos suficientes para enterrar definitivamente a proposta, encerrando assim um dos episódios mais controversos do atual debate legislativo.

TV Mundo — informando com precisão para leitores e espectadores comprometidos com a verdade.

Bolsonaro na Cadeia, Trump na Casa Branca: O Brasil Fez o Que os EUA Não Tiveram Coragem de Fazer
O The New York Times:

“Brasil teve sucesso onde os EUA falharam”
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Brasil Consegue o Que os Estados Unidos Não Conseguiram: Justiça Contra um Golpista

O The New York Times publicou nesta sexta-feira, 12 de setembro, um artigo de opinião que marca um momento histórico na análise das democracias contemporâneas. Sob o título implícito de uma lição global, o jornal norte-americano afirma com clareza: “Brasil teve sucesso onde os Estados Unidos falharam”. A comparação não é acidental nem casual — ela nasce do julgamento histórico proferido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista destinada a manter-se no poder após sua derrota eleitoral em 2022.

O veredito, alcançado por votação unânime de 4 a 1, representa um marco sem precedentes na história republicana brasileira. Pela primeira vez, um ex-chefe de Estado é condenado por tentativa de subverter o resultado legítimo das urnas. Os ministros da Corte, ao analisarem as evidências reunidas ao longo de mais de dois anos de investigações, concluíram que Bolsonaro não apenas questionou os resultados eleitorais — ele organizou, incentivou e financiou uma rede sistemática de desinformação, ameaças à integridade das instituições e articulações para impedir a posse do presidente eleito. O esquema envolveu militares, aliados políticos e até mesmo tentativas de manipulação da própria estrutura de segurança nacional. A decisão foi finalizada com a precisão de um instrumento jurídico que não se deixou levar por pressões externas ou internas.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o cenário é diametralmente oposto. Donald Trump, cuja tentativa de anular a eleição de 2020 culminou na insurreição do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, não enfrentou qualquer pena judicial concreta. Ao contrário: ele foi novamente colocado como candidato à presidência — e, hoje, está em posição de retornar à Casa Branca. O NYT destaca esse contraste como uma falha estrutural da democracia americana: enquanto o Brasil prendeu quem tentou derrubá-la, os Estados Unidos permitiram que seu principal agente golpista voltasse ao centro do poder.

Mas a crítica vai além da simples comparação entre condenações e absolvições. O artigo, assinado pelos professores Steven Levitsky, da Harvard, e Filipe Campante, da Universidade Johns Hopkins, aponta um ato deliberado de vingança política por parte do governo Trump contra o Brasil. “Trump não se limitou a criticar o esforço do Brasil em defender a democracia: ele também a puniu.” A referência é direta: a imposição de tarifas de 50% sobre a maioria das exportações brasileiras, além de sanções individuais contra ministros do STF — incluindo o relator do caso, Alexandre de Moraes — foram medidas que não visavam apenas interesses comerciais. Foram ataques coordenados, conforme o NYT, para intimidar o Judiciário brasileiro, forçando-o a recuar diante de um ex-presidente que havia sido denunciado por crimes contra a ordem democrática.

Essa estratégia, segundo os autores, revela uma lógica perigosa: os Estados Unidos estão punindo os brasileiros por fazerem algo que os americanos deveriam ter feito, mas não fizeram. Responsabilizar um ex-presidente por tentar anular uma eleição. Enquanto o Brasil encaminhou Bolsonaro à justiça com base em provas documentais, gravações, depoimentos e atos concretos de conspiração, os Estados Unidos ainda lutam contra a paralisia política, a polarização extrema e a impunidade sistêmica. O Departamento de Justiça dos EUA, embora tenha apresentado acusações formais contra Trump por seus esforços para anular a eleição de 2020, não conseguiu traduzir essas acusações em condenação. A máquina judiciária americana, por sua vez, continua travada em processos intermináveis, recursos, adiamentos e negociações políticas que diluem a gravidade dos crimes.

O artigo ainda ressalta que Bolsonaro inspirou-se fortemente no “manual de Trump” — desde a negação sistemática dos resultados eleitorais até o uso da retórica de “eleição roubada” como ferramenta de mobilização. Mas, diferentemente dos EUA, o Brasil não se deixou seduzir pela narrativa de “perseguição política”. As autoridades judiciais e políticas brasileiras, conscientes do passado autoritário do país — da ditadura militar aos golpes velados da redemocratização — entenderam que a democracia não é um estado permanente, mas um contrato vivo que exige defesa constante. Por isso, não deram o sistema por garantido. Eles o protegeram.

O acórdão que formaliza a decisão da Primeira Turma do STF será publicado em breve. As defesas de Bolsonaro e dos outros sete réus condenados ainda podem recorrer — mas os caminhos são estreitos, e os recursos não permitem revisão substancial da sentença. A justiça brasileira avançou, e não retrocederá. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a democracia continua em risco, não por falta de leis, mas por falta de coragem política.

A lição do Brasil não é apenas jurídica. É moral. É histórica. É uma demonstração de que, mesmo em meio à fragmentação social e à violência discursiva, é possível manter o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade. O mundo assiste. E agora, o The New York Times — porta-voz de uma das maiores democracias do planeta — reconhece: o Brasil fez o que os Estados Unidos não conseguiram.

TV Mundo.

STF Forma Maioria para Condenar Bolsonaro por Liderar Trama Golpista
STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.

STF formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por liderarem uma organização criminosa com o objetivo de manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.
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Na tarde de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal marcou um momento decisivo na história republicana do Brasil. A Primeira Turma, após dias de debate intenso e votos que desvelaram as entranhas de uma conspiração planejada para derrubar a democracia, formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por liderarem uma organização criminosa com o objetivo de manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.

A ministra Cármen Lúcia, ao proferir seu voto, não apenas aderiu à tese do relator Alexandre de Moraes, mas o reforçou com linguagem inédita na corte: “Bolsonaro não foi tragado para a trama golpista — ele era causador e líder.” Suas palavras ecoaram como um martelo sobre o silêncio de quem tentou negar a evidência. Ela rejeitou categoricamente a defesa de que os atos foram meras manifestações de insatisfação política. Para ela, houve plano, hierarquia, coordenação e execução sistemática. “A tentativa de desmoralizar o processo eleitoral é isso. Uma tentativa que vem marcada, de combater mais e mais o Poder Judiciário, veio marcada com uma série de comportamentos delituosos, que foram se encadeando.”

O vídeo apresentado por Moraes, gravado em plena avenida Paulista em 7 de setembro de 2021, onde Bolsonaro, diante de multidões, incitava a ruptura constitucional, foi usado como prova irrefutável. “Não há dúvida da ocorrência de reuniões do réu Jair Messias Bolsonaro com comandantes das Forças Armadas, entre outras pessoas, para discutir a quebra da normalidade constitucional”, afirmou Moraes, cujo voto de mais de quatro horas foi um retrato minucioso da máquina golpista em funcionamento. Ele apontou cada nome, cada cargo, cada mensagem interceptada — desde anotações de Alexandre Ramagem questionando a legitimidade das urnas, até ordens transmitidas por Anderson Torres, então ministro da Justiça, para dificultar a apuração dos votos.

Flávio Dino, já na sessão anterior, havia sido claro: “Houve violência e atos executórios, não só de preparação.” E acrescentou, com tom de advertência: “Não cabe anistia a esses tipos de crimes.” Seus comentários foram entendidos como um recado direto ao Congresso Nacional, onde vozes ainda clamam por perdão e pacificação sem justiça. “O Brasil só vale a pena porque nós estamos conseguindo manter o Estado democrático de Direito”, disse Cármen Lúcia, ao final de seu voto, numa frase que se tornará referência nos livros de história.

A dissidência de Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro e pelos demais réus — exceto Mauro Cid e Braga Netto —, gerou um clima de tensão jamais visto em julgamentos recentes da corte. Fux sustentou que a Procuradoria-Geral da República não delimitou adequadamente a responsabilidade de cada acusado e que “ninguém pode ser punido por cogitar”. Sua posição foi recebida com silêncio pesado, mas também com alfinetadas discretas. Cármen Lúcia, ao responder aos argumentos dele, lembrou: “Sempre votei do mesmo jeito.” A frase, simples, foi carregada de significado político e moral. Era um recado direto ao colega que, segundo seus pares, abandonara o princípio da legalidade em nome de uma interpretação restritiva que, na prática, absolve o mandatário e condena o subordinado.

A cara de pau, como observou um dos presentes na sala, estava na contradição: Fux condenou o mordomo, Mauro Cid, por ter entregado documentos e gravações que provavam a trama, mas livrou o chefe que ordenou os crimes. “É a mesma lógica de quem condena o ladrão e absolve o patrão que contratou o assalto”, comentou um jurista fora da corte.

A delação de Mauro Cid, mantida por unanimidade, foi o ponto de virada da investigação. Ele, ex-ajudante de ordens, tornou-se o elo que conectou as reuniões secretas no Palácio do Planalto às ações nas ruas e nos quartéis. Seu testemunho permitiu que o STF visse, em tempo real, como o plano evoluiu: da desinformação nas redes sociais, passando pela pressão sobre os ministros do TSE, até o ataque físico aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. “O 8 de Janeiro não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”, frisou Cármen. “Foi o ápice de um ano e meio de insuflamento, malícia e instigação.”

Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma e último a votar, confirmou a tendência da corte. “Bolsonaro manteve uma organização criminosa estável”, disse. Ele endossou a tese de que os crimes não foram episódicos, mas estruturais — e que a estrutura se sustentava nos cargos públicos ocupados pelos réus: general quatro estrelas no GSI, ex-ministros da Defesa, da Justiça, da Casa Civil, chefe da Abin, comandante da Marinha. Todos, em posições de confiança, usaram o poder institucional para minar o próprio sistema que juraram defender.

Os crimes pelos quais respondem são cinco: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado. Alexandre Ramagem, atual deputado federal, responde apenas a três desses crimes, por imunidade parlamentar durante seu mandato. Mas sua participação, conforme provas apresentadas, foi central: foi ele quem, em reuniões internas, sugeriu ataques às urnas e questionou a integridade do sistema eletrônico com base em teorias infundadas.

Nenhum dos réus foi isento de culpa. Mesmo aqueles considerados de menor importância, como Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, tiveram suas ações catalogadas como componentes indispensáveis da cadeia de comando. “Menor importância não significa inocência”, ressaltou Dino.

O julgamento, acelerado por fatiamento da ação em cinco núcleos, foi conduzido com rigor procedural, mas também com urgência ética. Gilmar Mendes, em sessão anterior, já havia dito: “Crimes contra o Estado democrático de Direito são insuscetíveis de perdão.” E agora, com a maioria formada, o precedente está lançado: no Brasil, quem usa o cargo público para destruir a democracia não será perdoado. Será julgado. E, se comprovado, condenado.

As penas ainda serão definidas. Amanhã, sexta-feira, a Primeira Turma retornará para fixar o tempo de prisão de cada réu. Mas o que já está decidido transcende o cálculo das sanções. O que está decidido é que, neste país, a democracia não é um privilégio de alguns — é o fundamento de todos. E quem a ataca, seja com palavras ou com armas, enfrentará o peso da lei.

E o Supremo Tribunal Federal, com essa decisão, não apenas aplicou a Constituição — ela a restabeleceu.

TV Mundo.

O Pix Conquista o Mundo.
O que começou como uma inovação nacional, impulsionada pelo Banco Central brasileiro em 2020, hoje se transforma em uma força global...
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O Pix Além das Fronteiras: Como o Sistema Brasileiro de Pagamentos Instantâneos Conquista o Mundo

A TV Mundo traz, com exclusividade, o desdobramento de um fenômeno que está redefinindo a forma como o mundo entende pagamentos digitais. O que começou como uma inovação nacional, impulsionada pelo Banco Central brasileiro em 2020, hoje se transforma em uma força global: o Pix. Mais do que uma simples ferramenta de transferência instantânea, o sistema está se espalhando por continentes, sendo adotado em lojas, restaurantes, aeroportos e redes de varejo fora do Brasil, e ganhando força como um modelo de exportação tecnológica e financeira do país.

A PagBrasil, empresa de tecnologia de pagamentos sediada em Porto Alegre, está na vanguarda desse movimento. Na semana passada, em parceria com a Verifone — gigante americana de maquininhas de cartão —, lançou oficialmente a solução de Pix Internacional nos Estados Unidos. O anúncio, que poderia passar despercebido em outro contexto, ganhou contornos simbólicos ao coincidir com declarações do ex-presidente Donald Trump, que criticou o sistema de pagamentos brasileiro, inadvertidamente atestando seu potencial disruptivo.

Para Alex Hoffmann, cofundador e CEO da PagBrasil, essa coincidência foi mais do que oportuna. "Foi uma feliz coincidência, porque preparávamos esse lançamento havia dois anos. E não atrapalhou. Na verdade, acabou sendo um reconhecimento da qualidade do Pix." Segundo Hoffmann, o ataque de Trump, longe de desacreditar o sistema, serviu como um alerta global: o duopólio Visa-Mastercard tem um novo concorrente, não apenas em escala regional, mas com potencial de se integrar a uma nova infraestrutura de pagamentos globais.

O modelo do Pix Internacional é simples, mas eficaz. Em países onde a solução está disponível, o lojista digita o valor da compra na moeda local — como o peso argentino ou o dólar americano — e a maquininha gera um QR Code. Ao escanear esse código, o brasileiro vê imediatamente o valor convertido para reais, com o IOF já incluso. O câmbio é fixado no momento da transação, eliminando a incerteza que acompanha o uso de cartões de crédito no exterior, onde o valor final depende da cotação do dia do fechamento da fatura.

A odontóloga Tuanny, que visitou recentemente Buenos Aires, relata que em quase todos os restaurantes que frequentou, o pagamento via Pix era uma opção. "Funciona assim: o lojista pega a maquininha, digita o valor em moeda local, em pesos argentinos, por exemplo, e o QR Code do Pix sai na tela. A pessoa escaneia e o valor é automaticamente convertido para real, com tudo já embutido." Em Ciudad del Este, no Paraguai, a aceitação é ainda mais ampla. "Em quase todos os lugares aceitavam, nas lojas grandes aceitavam sempre", diz ela, destacando a naturalidade com que o sistema já integra o cotidiano de brasileiros que viajam para países vizinhos.

A ideia do Pix Internacional nasceu durante um réveillon em Punta del Este, no Uruguai. Hoffmann conta que, cercado por brasileiros — cerca de 80% do público local na temporada —, percebeu o absurdo de não poder usar o mesmo sistema de pagamento que já era parte da rotina no Brasil. "Por que não posso pagar com Pix aqui, se estou no mesmo continente, muitas vezes sem sequer precisar de passaporte?" A partir dessa pergunta, surgiu o projeto. Poucos meses depois, a solução já estava operacional no Uruguai, onde hoje cerca de 6 mil estabelecimentos aceitam Pix, incluindo postos de combustível para jatos particulares no aeroporto de Montevidéu.

O sucesso uruguaio foi o estopim para uma expansão acelerada. Após o Uruguai, a PagBrasil levou o sistema para Chile, México, Argentina, Espanha, Portugal, Holanda e até a China. Em Portugal, o fenômeno se repete: imigrantes brasileiros que mantêm contas no Brasil preferem usar o Pix por sua praticidade e pela eliminação de taxas abusivas de câmbio. "É uma forma de pagar como se estivesse no Brasil", resume Hoffmann.

A parceria com a Verifone foi crucial para a entrada nos Estados Unidos. Inicialmente, a gigante americana era cética. "No início, eles eram reticentes, achavam que só fazia sentido no e-commerce." Mas o cenário mudou quando o Pix passou a ser destaque em veículos de imprensa globais, como The Economist e Financial Times, sendo apontado como um dos maiores avanços em infraestrutura financeira dos últimos anos. "Depois disso, se convenceram", diz Hoffmann.

Nos Estados Unidos, o foco inicial será em estados com alta concentração de turistas brasileiros: Flórida e Nova York. A Verifone vai oferecer a opção do Pix diretamente em suas maquininhas, permitindo que o cliente escaneie o código, veja o valor em reais e efetue o pagamento com sua conta bancária brasileira — sem precisar baixar nenhum app adicional. O lojista, por sua vez, recebe o valor em dólares. O spread cambial gira em torno de 2%, bem abaixo das taxas cobradas por cartões internacionais.

Mas a inovação não para por aí. A PagBrasil desenvolveu o que chama de Pix Roaming, uma solução voltada para estrangeiros que vêm ao Brasil ou querem usar o sistema em outros países. Por meio dessa tecnologia, bancos e carteiras digitais de outros países podem integrar o Pix aos seus próprios aplicativos. Um paraguaio, por exemplo, pode pagar com Pix em uma loja nos Estados Unidos, desde que seu banco local tenha fechado parceria com a rede Pix. O projeto já está em operação no Peru e no Paraguai, por meio do Itaú local.

Para Hoffmann, o Pix não precisa se tornar a única infraestrutura global de pagamentos. "Não acredito que ele se tornará uma infraestrutura global em si, porque não faz sentido substituir soluções locais, como o UPI na Índia." O futuro, segundo ele, está na conexão entre grandes hubs regionais — como o próprio Pix, o UPI indiano e os sistemas europeus — que, ao se interligarem, formarão uma nova malha de pagamentos instantâneos capaz de desafiar o domínio de Visa e Mastercard. "O mundo é muito diverso para que um duopólio americano processe todos os pagamentos. Ninguém sonha pagar com Visa numa padaria da Cracóvia. Isso só acontecia porque não havia alternativas."

Apesar das pressões que podem surgir — de bancos tradicionais, de governos ou do próprio duopólio — Hoffmann é categórico: "O duopólio vai espernear, mas não tem como parar a história, no máximo atrasar. Pode haver pressão de alguns bancos e alguns países, mas política é algo de momento. Já o Pix é imparável." E completa: "Toda essa agenda do governo Trump acelera a busca por alternativas."

O que começou como um sistema nacional de pagamentos instantâneos está, agora, moldando o futuro financeiro global. O Brasil não apenas inovou — exportou sua inovação. E o mundo, aos poucos, começa a pagar com Pix.

Encerramos aqui esta reportagem. Acompanhe mais notícias como esta no canal TV Mundo, onde o mundo chega primeiro.

Dados mostram que a fidelidade à marca da Tesla entrou em colapso após o apoio de Musk a Trump
o declínio acentuado na fidelidade dos clientes da Tesla nos Estados Unidos, diretamente ligado ao envolvimento político de seu CEO, Elon Musk.
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A TV Mundo traz uma análise sobre um dos fenômenos mais marcantes do setor automotivo nos últimos anos: o declínio acentuado na fidelidade dos clientes da Tesla nos Estados Unidos, diretamente ligado ao envolvimento político de seu CEO, Elon Musk.

Por quase uma década, a Tesla se consolidou como a montadora com a base de consumidores mais leais do mercado norte-americano. Enquanto outras marcas lutavam para manter seus usuários, a empresa de veículos elétricos via mais da metade de seus proprietários retornarem para adquirir outro modelo da marca. Em junho de 2024, esse índice atingiu seu ápice: 73% dos lares norte-americanos que possuíam um Tesla e estavam prontos para uma nova compra optaram por permanecer com a marca. Um recorde absoluto no setor, inédito entre fabricantes tradicionais como Ford, Chevrolet ou Toyota.

No entanto, tudo mudou em julho do mesmo ano. O ponto de inflexão coincide com o apoio público de Elon Musk ao ex-presidente Donald Trump, declarado logo após uma tentativa de assassinato contra o candidato republicano na Pensilvânia. A partir daquele momento, os dados da S&P Global Mobility — obtidos exclusivamente pela Reuters e analisados com base nos registros de veículos em todos os 50 estados dos Estados Unidos — mostram uma queda abrupta na taxa de fidelidade da Tesla.

A curva descendente foi rápida e consistente. Em março de 2025, a fidelidade caiu para 49,9%, um patamar inferior à média do setor automotivo. O colapso foi tão acentuado que Tom Libby, analista sênior da S&P, definiu como "sem precedentes". "Nunca vi uma queda tão rápida em tão pouco tempo", afirmou. "Estamos falando do líder absoluto em fidelidade de marca caindo para níveis comuns da indústria em menos de nove meses."

Embora a taxa tenha se recuperado parcialmente, alcançando 57,4% em maio de 2025 — o mês mais recente com dados disponíveis —, esse número ainda representa uma queda drástica em relação ao pico de 2024. Atualmente, a Tesla se encontra em um patamar semelhante ao da Toyota, mas atrás de Chevrolet e Ford em termos de retenção de clientes.

A coincidência temporal entre o engajamento político de Musk e a erosão da base de consumidores não passou despercebida. Analistas apontam que o perfil demográfico dos proprietários da Tesla — em geral, mais jovens, urbanos e alinhados com causas ambientais — tende a se inclinar politicamente para o Partido Democrata. Com o apoio explícito de Musk a Trump, e especialmente com seu envolvimento direto na criação do Departamento de Eficiência Governamental de Trump em janeiro de 2025 — uma iniciativa voltada a cortes massivos no serviço público —, muitos consumidores parecem ter se distanciado da marca.

"Se esses clientes tendem a votar no Partido Democrata, talvez passem a considerar outras marcas além da Tesla", afirmou Seth Goldstein, analista da Morningstar. "A identidade da marca está profundamente ligada à imagem do CEO. Quando essa imagem muda, os consumidores reagem."

Além do fator político, a Tesla enfrenta desafios estruturais. Sua linha de produtos está envelhecida. Desde 2020, o único lançamento relevante foi o Cybertruck, um caminhão com design futurista e angular, cujas vendas ficaram muito aquém das projeções otimistas de Musk, que previa centenas de milhares de unidades anuais. Enquanto isso, concorrentes como General Motors, Hyundai e BMW intensificaram sua oferta de veículos elétricos com preços competitivos e tecnologia avançada.

A concorrência chinesa também tem pressionado o mercado global. Em meio a esse cenário, a Tesla viu suas vendas globais recuarem: uma queda de 8% nos Estados Unidos nos primeiros cinco meses de 2025 e uma drástica redução de 33% na Europa nos primeiros seis meses do ano. Na Europa, a reação negativa ao ativismo político de Musk tem sido particularmente intensa, com campanhas de boicote e críticas generalizadas nas redes sociais.

Garrett Nelson, analista da CFRA Research especializado em veículos elétricos, classificou o momento como "um desastre de marca". "O aumento do ativismo político de Musk foi um momento muito ruim para a Tesla", disse. "Isso ocorreu exatamente quando a empresa enfrentava concorrência mais forte do que nunca, tanto de montadoras tradicionais quanto de fabricantes chineses. A perda de participação de mercado é real, e o maior desafio agora é reparar os danos à imagem da marca."

Os dados da S&P também revelam outra mudança significativa: o fluxo líquido de clientes. Até julho de 2024, a Tesla atraía quase cinco novos lares para cada um que perdia para outra marca. Nenhum outro grande fabricante se aproximava desse desempenho. A Genesis, da Hyundai, vinha em segundo lugar, com 2,8 lares atraídos para cada um perdido. Ford, Toyota e Honda, por outro lado, perdiam mais clientes do que ganhavam.

Desde fevereiro de 2025, esse equilíbrio mudou. A Tesla passou a atrair menos de dois lares para cada um que perde — seu nível mais baixo já registrado. Marcas como Rivian, Polestar, Porsche e Cadillac agora atraem mais clientes da Tesla do que perdem para ela, indicando uma migração clara de consumidores para alternativas premium no segmento elétrico.

Dentro da própria Tesla, os executivos reconhecem os desafios. Em uma conferência de resultados em abril, o CFO Vaibhav Taneja mencionou "o impacto negativo do vandalismo e da hostilidade injustificada contra nossa marca e nossas pessoas", mas também admitiu interrupções na produção devido à reconfiguração das fábricas para lançar uma versão atualizada do Model Y. Musk, por sua vez, afirmou que "na ausência de questões macroeconômicas, não vemos redução na demanda", minimizando os sinais de enfraquecimento no mercado de consumo.

No entanto, ações corporativas recentes indicam preocupação com a estabilidade da liderança. Na segunda-feira, a Tesla aprovou a concessão de 96 milhões de ações a Elon Musk, avaliadas em cerca de 29 bilhões de dólares. A medida visa garantir sua permanência na empresa enquanto ele contesta judicialmente a anulação de seu antigo plano de remuneração, considerado excessivo por um tribunal.

Apesar dos desafios, alguns investidores ainda acreditam no futuro da Tesla. Brian Mulberry, gerente de carteiras da Zacks Investment Management, afirmou que não está preocupado com os lucros de longo prazo. Sua confiança está ligada aos planos ambiciosos da empresa com os robotaxis. Em junho, a Tesla lançou um teste limitado do serviço em Austin, oferecendo passeios a fãs e influenciadores, mas ainda sem acesso ao público geral. "Se a Tesla conseguir expandir essa tecnologia", disse Mulberry, "há um argumento válido de que a Tesla pode não precisar mais vender carros e caminhões."

Mas, por enquanto, o mercado de veículos continua sendo o coração do negócio. E os números mostram que a lealdade dos consumidores — uma vez inabalável — está mais frágil do que nunca. A fusão entre liderança corporativa e ativismo político, especialmente em um contexto polarizado, provou ter um custo real: o afastamento de quem antes via a Tesla não apenas como uma fabricante de carros, mas como um símbolo de inovação e sustentabilidade.

A TV Mundo acompanha de perto essas transformações no setor automotivo e continuará trazendo análises aprofundadas sobre os impactos do comportamento dos líderes corporativos no mercado e na sociedade. Para leitores e espectadores, o recado é claro: decisões fora das fábricas podem mudar o destino das marcas dentro delas.

Até a próxima atualização, TV Mundo — informação com profundidade, onde você estiver.

Maioria apoia uso de tornozeleira em Bolsonaro e acredita que ele queria fugir do país.
Para 55%, a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal federal) Alexandre de Moraes foi correta
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A TV Mundo traz, com apuração rigorosa e compromisso com os fatos, um panorama detalhado sobre o clima político e social no Brasil diante das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em meio a um cenário de intensa polarização, uma pesquisa realizada pelo Datafolha revela que a maioria da população brasileira endossa a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de determinar o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições ao ex-mandatário.

Segundo os dados coletados nos dias 29 e 30 de julho com 2.004 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades do país, 55% dos entrevistados consideram correta a decisão do ministro. Esse mesmo percentual acredita que Bolsonaro pretendia deixar o Brasil antes de enfrentar o julgamento no qual é réu. O processo trata da chamada trama golpista, que teria como objetivo manter o ex-presidente no poder após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nas eleições de 2022. O julgamento está previsto para setembro.

Entre os que aprovam as medidas, 44% afirmam ser totalmente favoráveis. Já entre os 41% que discordam, 32% manifestam desaprovação convicta. Apenas 3% não opinaram, e 1% se declarou indiferente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que reforça a confiabilidade dos resultados.

Há duas semanas, Alexandre de Moraes determinou a colocação da tornozeleira eletrônica em Bolsonaro, além de restringir sua movimentação: ele não pode sair de casa à noite nem nos fins de semana, está proibido de manter contato com outros investigados no inquérito e de se pronunciar publicamente de forma indireta. A decisão foi tomada após uma série de eventos que elevaram o grau de risco de fuga.

Um dos fatores centrais foi a atuação de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, junto a grupos trumpistas nos Estados Unidos. A aproximação com essas redes, somada às declarações do ex-presidente americano Donald Trump — que justificou a imposição de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros ao que chamou de "caça às bruxas" contra Bolsonaro — acendeu alertas no STF. Na quarta-feira (30), os Estados Unidos anunciaram tarifas de até 50% sobre importações do Brasil, agravando uma crise diplomática em curso.

Moraes entendeu que havia risco real de que Bolsonaro tentasse deixar o país, especialmente considerando precedentes. Em 2024, o ex-presidente passou dois dias na embaixada da Hungria no Brasil, em uma manobra vista por autoridades como um "test-drive" para evitar prisão. O país é governado por Viktor Orbán, aliado político de Bolsonaro. Além disso, durante operação da Polícia Federal em sua residência, foram encontrados dólares em espécie, o que levantou suspeitas sobre planos de fuga.

A percepção de que Bolsonaro poderia tentar deixar o país é compartilhada por 55% dos entrevistados. Já 36% acreditam que ele não tinha essa intenção, e 10% não se posicionaram.

O apoio às medidas cautelares varia conforme o perfil socioeconômico e regional dos entrevistados. Entre pessoas com menor nível de escolaridade, a aprovação chega a 59%, enquanto entre os que possuem ensino superior, o índice cai para 51%. No grupo de renda de até dois salários mínimos, o apoio é de 57%, mas entre a classe média baixa, historicamente alinhada ao bolsonarismo, esse número recua para 44%.

As divisões refletem as profundas linhas de polarização que marcam o país. Entre os evangélicos, grupo historicamente ligado a Bolsonaro, apenas 40% apoiam as restrições, enquanto 56% as reprovam. Já entre as mulheres, a desaprovação é de 38%, contra 44% entre os homens. Regionalmente, o Nordeste, principal base eleitoral de Lula, registra o maior índice de apoio às medidas: 63%.

Após a imposição das restrições, um novo episódio gerou tensão. Bolsonaro concedeu uma entrevista usando a tornozeleira, sendo fotografado com o dispositivo no tornozelo. A atitude foi interpretada por Moraes como uma forma indireta de se pronunciar publicamente, o que viola as regras estabelecidas. O ministro chegou a ameaçar prisão imediata, mas o caso resultou apenas em uma advertência e em uma nova clarificação das condutas permitidas até o julgamento.

Bolsonaro tem se manifestado contra o processo, chamando-o de "farsa política" e afirmando que as medidas têm caráter persecutório. Apesar disso, a maioria da população acompanha os desdobramentos com atenção, e os dados indicam um respaldo significativo ao papel do STF na condução do caso.

A TV Mundo seguirá acompanhando de perto todos os desdobramentos deste processo, com cobertura contínua e análise aprofundada para seus leitores e espectadores.

TV Mundo – Informação com responsabilidade, clareza e independência.

Começa prazo de 15 dias para defensores de Bolsonaro e réus apresentarem alegações finais no caso da trama golpista
A TV Mundo traz detalhes sobre uma das etapas decisivas no andamento da ação penal que investiga o chamado “núcleo crucial” da trama golpista no Brasil.
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A TV Mundo traz detalhes sobre uma das etapas decisivas no andamento da ação penal que investiga o chamado “núcleo crucial” da trama golpista no Brasil. Com o início da fase de alegações finais no final de junho, defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus têm agora um prazo de 15 dias para apresentar seus memoriais ao Supremo Tribunal Federal (STF). O período marca um momento crucial no processo, que pode definir o destino político e jurídico de figuras centrais do governo anterior.

A fase foi aberta por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Primeira Turma do STF. Desde então, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já apresentou seu documento, no qual reitera o pedido de condenação dos oito réus acusados de participar de um plano para atentar contra o Estado democrático de direito. Entre eles, está o nome de Jair Bolsonaro, que, como ex-presidente da República, responde ao processo no foro privilegiado.

Pouco tempo depois, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, réu colaborador premiado no inquérito, também entregou suas alegações. O documento busca a absolvição de Cid com base no argumento de que ele agiu “no cumprimento de ordens superiores”, sem dolo de subverter a ordem constitucional. Por ter firmado acordo de colaboração com a Justiça, sua manifestação foi apresentada antes dos demais acusados, em conformidade com os trâmites previstos no processo.

Agora, é a vez das defesas de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto encaminharem seus memoriais ao STF. O prazo conjunto de 15 dias começou a correr após a manifestação da PGR e de Mauro Cid, devendo se encerrar em meados de agosto. Apesar do recesso do Judiciário, que termina em 31 de julho, os prazos seguem válidos devido à presença de um réu preso — o general Walter Braga Netto —, o que mantém a tramitação do processo em andamento.

As alegações finais representam a última oportunidade para acusação e defesa apresentarem seus argumentos de forma estruturada antes do julgamento. Nesses documentos, chamados de memoriais, as partes reúnem e analisam todas as provas, depoimentos e ocorrências registradas durante a fase de instrução processual. É nesse momento que reforçam os fundamentos para a condenação ou absolvição dos acusados, com base no conjunto probatório produzido ao longo dos meses.

Apesar de serem documentos essenciais, os memoriais não vinculam os ministros do STF. Cada integrante da Primeira Turma analisa o caso de forma independente, levando em conta o processo como um todo. A decisão final será tomada por maioria de votos, considerando individualmente a situação de cada réu.

O caminho até aqui foi delineado por etapas processuais bem definidas. A denúncia da PGR foi formalizada em fevereiro deste ano, com a acusação de que o grupo teria articulado um plano para impedir a posse do presidente eleito em 2022. Em março, a Primeira Turma aceitou a denúncia, autorizando a abertura da ação penal. Nas sequências dos meses de abril, maio e junho, ocorreu a fase de instrução, com a produção de provas, coleta de depoimentos, acareações e diligências complementares.

Com o encerramento dos prazos para as alegações finais, o processo estará completo do ponto de vista procedimental e poderá ser incluído na pauta de julgamentos da Primeira Turma. A data ainda não foi definida, mas o desfecho está previsto para o segundo semestre. O julgamento será decisivo: caso a maioria dos ministros entenda que houve crime e que os réus são responsáveis, haverá condenação. Caso contrário, poderá ocorrer a absolvição, o que levaria ao arquivamento do processo e à extinção da punibilidade.

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General confirma autoria de plano para assassinar Lula em audiência no STF
Um general da reserva confirmou, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), ter sido o autor de um plano que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes...
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Sejam bem-vindos ao TV Mundo, seu canal de notícias independente na internet, onde acompanhamos os fatos com rigor e compromisso com a informação. Hoje trazemos um dos capítulos mais graves da investigação sobre a trama golpista que teve como alvo as instituições democráticas do Brasil. Um general da reserva confirmou, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), ter sido o autor de um plano que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

O general Mario Fernandes, atualmente preso, prestou depoimento no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Em sua fala perante o STF, Fernandes confirmou a autoria do plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, que já havia sido descoberto pela Polícia Federal em seus equipamentos eletrônicos. Segundo o documento, havia um detalhamento técnico de como executar os assassinatos, incluindo o uso de substâncias químicas para provocar um colapso orgânico em Lula, além de explosivos e venenos para eliminar o ministro Moraes durante eventos oficiais.

O general, no entanto, tentou minimizar a gravidade do conteúdo ao afirmar que o plano seria apenas "um pensamento digitalizado", resultado de uma análise de riscos feita por ele de forma pessoal. “Não foi mostrado a ninguém. Não foi compartilhado com ninguém”, declarou. Fernandes afirmou ainda que se arrependia de ter digitalizado o documento e que o imprimiu apenas por costume, rasgando-o logo depois. A PF, no entanto, encontrou impressões desse plano no Palácio do Planalto, em duas ocasiões: nos dias 9 de novembro e 6 de dezembro de 2022 — momentos críticos no contexto pós-eleitoral.

O plano, segundo a investigação, continha descrições de uso de armamento pesado, como pistolas, fuzis, metralhadoras e até um lança-granadas. A motivação por trás do documento, segundo a PF, estaria ligada à tentativa de impedir a posse de Lula e manter Jair Bolsonaro no poder. O general faz parte do chamado núcleo 2 da trama golpista, composto por servidores de segundo escalão da gestão Bolsonaro, acusados de gerenciar ações concretas para a tomada do poder.

A investigação também apontou que Fernandes teria estado no Palácio do Planalto em um dia em que Bolsonaro estava presente. A PF recuperou mensagens trocadas entre o general e o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Mauro Cid, nas quais o militar aparece como um dos articuladores do discurso de Bolsonaro após a derrota nas urnas. Em uma dessas mensagens, datada de 9 de dezembro de 2022, Fernandes comemora o fato de o ex-presidente ter rompido seu isolamento e falado publicamente, sugerindo que a ideia do discurso partiu dele próprio.

As audiências com os réus dos núcleos 2 e 4 da trama golpista seguem em andamento. Hoje, foram ouvidos ao todo 12 acusados, restando apenas o depoimento de Silvinei Vasques, ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As sessões têm sido realizadas por videochamada, ao passo que os membros do núcleo 1 — que inclui o próprio Bolsonaro e seus ex-ministros — tiveram suas audiências presenciais.

Os advogados dos réus têm criticado a rapidez com que o processo avança, alegando falta de tempo hábil para análise do volume de provas apresentadas. Apesar disso, nenhum dos acusados até agora preferiu permanecer em silêncio. Todos tiveram a oportunidade de se manifestar e rebater as acusações, em um momento decisivo para o desenrolar da maior investigação política dos últimos anos.

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Moraes determina bloqueio de bens e contas de Eduardo Bolsonaro.
TV Mundo – Em uma decisão que repercute diretamente no cenário político e jurídico nacional, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio integral das contas bancárias, chaves Pix e bens móveis e imóveis do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)...
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TV Mundo – Em uma decisão que repercute diretamente no cenário político e jurídico nacional, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio integral das contas bancárias, chaves Pix e bens móveis e imóveis do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida, assinada no último sábado, 19, atinge diretamente o parlamentar que, desde então, permanece nos Estados Unidos, onde se encontra há quatro meses após solicitar licença do mandato alegando perseguição política.

A decisão judicial tem como base um inquérito em andamento no STF que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras e minar instituições democráticas do país. Segundo apontam os autos, o deputado teria intensificado suas ações após a aplicação de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, na sexta-feira, 18. Na ocasião, Jair foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e teve sua liberdade de movimento restringida entre 19h e 6h.

Além do bloqueio de bens, o ministro determinou a retenção do salário de Eduardo como parlamentar. A medida visa impedir que o deputado continue a atuar politicamente de forma ativa no exterior, utilizando recursos financeiros que possam sustentar atividades consideradas prejudiciais ao Estado democrático de direito.

A Polícia Federal, por sua vez, segue com investigações sobre o envio de aproximadamente 2 milhões de reais por Jair Bolsonaro ao filho, supostamente para financiar sua permanência nos Estados Unidos. O fluxo de recursos está sob análise para verificar a origem dos valores e se houve desvio de finalidade ou obstrução de investigações em curso.

Paralelamente ao aspecto jurídico, a situação ganha contornos políticos com o fim do prazo de licença concedida pela Câmara dos Deputados. O período de 120 dias expirou no domingo, 20, e como Eduardo não retornou ao Brasil, ele pode ser cassado por ausência não justificada, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. Apesar disso, em uma live realizada após a divulgação das decisões judiciais, o deputado afirmou que não renunciará ao cargo e pretende “levar o mandato por pelo menos mais três meses”, mesmo de forma remota.

Durante a transmissão, Eduardo Bolsonaro ironizou o ministro Alexandre de Moraes e fez declarações que foram interpretadas como ameaças diretas à atuação da Polícia Federal. Ao se referir a agentes da instituição, afirmou: “Se eu ficar sabendo quem é você… Ah, eu vou me mexer aqui”. A fala gerou repercussão imediata e motivou o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), a protocolar pedido de prisão preventiva contra Eduardo, sob a acusação de coação no curso do processo e obstrução à justiça.

O ministro Moraes determinou ainda a inclusão de outras postagens recentes do deputado no inquérito. Uma delas, em especial, chamou atenção: Eduardo celebrou a suspensão de vistos de ministros do STF pelo governo de Donald Trump, classificando a medida como uma “vitória internacional contra o Supremo”. A postagem reforça o teor das investigações, que apontam para uma atuação coordenada no exterior com o intuito de desestabilizar o sistema institucional brasileiro.

Apesar da pressão jurídica e do afastamento físico do país, aliados de Eduardo Bolsonaro dentro do PL afirmam que ele continuará cumprindo seu mandato. Em declaração nesta segunda-feira, 21, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou: “Quero garantir que ele vai terminar o seu mandato. Seja votando matérias legislativas ou com soluções políticas”. A posição evidencia o apoio partidário ao parlamentar, ainda que sua atuação esteja cada vez mais distanciada do território nacional.

O caso segue em evolução, com o Supremo Tribunal Federal acompanhando de perto os movimentos do deputado e as reações políticas geradas por suas ações. O bloqueio de bens e a possibilidade de cassação do mandato colocam em xeque não apenas a trajetória individual de Eduardo Bolsonaro, mas também os limites da atuação parlamentar em contextos de investigações por crimes contra a democracia.

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